sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Dizem que o Sonho/Objectivo deve ser grande para nunca o perdermos de vista e que o medo é o que vemos quando nos desviamos dele. Não o perco.Não vejo medo. Mesmo vivendo dentro da campanha de negativismo, de entrega de vontades e orientações de massas levadas por uma comunicação social incendiaria de mentes obesas devido informação Low cost e direccionada para um "cinzentismo" que rouba ate os sonhos de uma criança
O MAR - Um dos elementos de desenvolvimento do nosso Portugal
Tenho imenso prazer em ter aulas com este grande Homem todas as semanas.
Sub-Chefe do Estado Maior da Armada, o Contra-Almirante António Silva Ribeiro.
No Futuro este post será lembrado.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Portugal e as penas que formam as asas
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| Voo dos Gansos |
O Português ainda não saíu a lei e já está a ver como a contornar, ainda não saíram os cortes já está a protestar, elege um lider e já esta a dizer mal.Adoramos "distancias" como DR, Eng.º, Presidente, Ministro etc...Adoramos isto que não nos leva a lado nenhum!Na Dinamarca(entre outros países) tratam-se por TU ou pelo nome porque ninguém é superior a ninguém só por ter uma Licenciatura, Mestrado, Doutoramento.Eu não deixo de ser Hélio para ser Dr. !Não ensinarei os meus filhos baseado nos valores que aprendi/do na universidade e que me colocam duas letras atrás.Os meus filhos vão me chamar Pai e não Dr!
O português vê também o Associativismo como algo para quem não tem nada que fazer ou para os "chico espertos".Quem faz parte, por exemplo, da Associação de Pais é sempre aquele pai/mãe chato/a que se mete onde não se deve meter. Porque fomos ensinados a responder e não a perguntar! Qualquer Associação que surja para ser participativa, ajudar, apoiar, mover ideias e vontades é vista com desconfiança ou " isto deve ser para lavar dinheiro" ou...ou...ou... E fazer algo pelo país? Ser participativo? A cidadania em Portugal começa na altura de pensar no partido e termina na ída às urnas ( isto se não tiver a chover porque se tiver e eu for então sou um Cidadão de primeira linha). A partir desse momento está entregue o rumo do País e eu vou para casa ver um filme descansado e esperar pelos próximos 4 anos a comentar tudo e mais alguma coisa sem qualquer base credivel, muito alicerçado no “ouvi dizer” ou “Eu tenho cá uma ideia”! E onde? No “café Central” que é o sitio mais comum de Associativismo das Minis, Médias, imperiais, caracois em que se vai oscilando entre a bancada Super-Bock/Sagres. E quando se ouve falar em cortes no ordenado porque Portugal produz a 48% e tem nivel de vida de quem produz a 70%? Ahhhh isso é que não! Ouvem-se logo vozes dizendo: "politicos são todos uns gatunos ( pode acontecer como em qualquer área)! Isto é uma vergonha!"...Entretanto os 48% vs 70% entram por um ouvido e saem por outro e porquê? Porque isso não é musica para os ouvidos. Isso é conversa para os governantes! Eles que cuidem dessa parte dos numeros mas não dos da minha carteira. Em Portugal existem umas 400.000 Associações. Parece muito mas comparando com outros países é um numero vergonhoso e pode have uma relação entre Desenvolvimento/Associativimo. As Associações quando funcionam com rigor e vontade de remarem todos no mesmo sentido podem trazer resultados brillhantes para todos. Como por exemplo a Associação da Industria do Calçado que tem vindo a crescer e a fazer crescer o nome de Portugal no Mundo. Porém também continuam a existir pequenas Associações que ao juntarem-se todas podiam partir rumo a novos mercados e ter uma representação capaz e credivel. Mas como o egoísmo e o medo de o outro ter mais que eu próprio é uma constante quando existem, por exemplo, Feiras Internacionais vão todos e não fazem Um! Enquanto a Economia de Escala for uma miragem as empresas exportadoras vão acabando.
Existem também muitos casos de Sucesso de empresas Portuguesas com trabalhadores Portugueses! Existem muitos casos de empresas estrangeiras que têm em Portugal dos melhores Exemplos que até chegam a ultrapassar a empresa Mãe em resultados e porquê? Porque são bem lideradas, com uma liderança direccionada e não com modelos que servem nos outros países mas cá não porque somos especiais! Mas somos bons! Temos a criatividade, o espirito de sacrificio, o espirito de grupo. Falta-nos o Rigor e método dos Alemães. O NG disse numa entrevista " É mais facil ser Português no estrangeiro"! Concordo! Porque cá, tal como Miguel Esteves Cardoso escreveu " Em Portugal, ter amor às nossas coisas implica dizer mal delas, já que a maior parte delas não anda bem"
E no fim...Aprendamos com eles: http://groups.ist.utl.pt/unidades/tutorado/files/Voo-dos-Gansos.pdf
E no fim...Aprendamos com eles: http://groups.ist.utl.pt/unidades/tutorado/files/Voo-dos-Gansos.pdf
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Estado do País por Eça de Queirós há 140 Anos
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| Eça de Queirós (1845-1900) |
"...Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abatimento de carácteres, mesmo desleixo de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal...» Eça de Queirós, «Farpas», 1872"
"Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva unicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padres-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado
- e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!"
As Farpas foram crónicas publicadas em fascículos mensais iniciada em Maio de 1871.
Pela sua caricatura da sociedade da época — que em muitos aspectos se mantém ainda hoje atual — e pelo seu humor, As Farpas são páginas importantes da literatura portuguesa.
"A obra de Eça de Queirós não envelheceu, podia ter sido escrita esta manhã"
terça-feira, 10 de maio de 2011
O texto que mais me marcou. Obrigado Prima Sofia!
Não me lembro do dia em que te conheci nem tenho na memória muitos momentos vividos contigo.
É verdade.
Lembro-me de te ver em casamentos, em raros encontros familiares, em algumas comemorações de aniversários, em ocasiões menos felizes, nos intervalos das Verdes ou, simplesmente, por acaso.
O facto de seres rapaz e de termos idades próximas... não nos terá juntado em muitas brincadeiras na nossa infância. É uma realidade.
Nestas coisas de Família às vezes é mesmo assim... desencontramo-nos, seguimos rumos diferentes, não nos vemos, sabemos uns dos outros por outros, telefonamo-nos no Natal ou se alguém está doente e pouco mais.
Um dia estava no Facebook e encontrei-te por lá.
Adicionei-te e vi as tuas fotografias.
Senti-te feliz e fisicamente muito diferente.
Na minha memória eras gordinho e sorridente - com um sorriso rasgado, contagiante, sincero e meigo.
Desde esse dia que começei a seguir o que escrevias.
Surpreendi-me.
Surpreendi-me muito.
Surpreendi-me com a capacidade que tens em expressar-te em palavras.
Surpreendi-me com a capacidade que tens em transmitir o que queres e o que te faz viver.
Surpreendi-me com a capacidade sublime que tens em escrever o que sentes.
Aos poucos fui-te re-descobrindo.
Descobri a tua persistência.
Descobri a tua força.
Descobri o teu empenho.
Descobri a tua determinação.
Descobri a tua convicção.
Hoje sei que lutas pelo que queres e que vences obstáculos para chegares à meta.
Hoje sei que és uma Pessoa com um coração grande.
Hoje sei que voas para lá das núvens e que tens sonhos por realizar.
Hoje sei que fazes a diferença no meu mundo.
Hoje sei que estás a viver um grande desafio.
Hoje sinto uma alegria imensa porque o Mundo nos voltou a encontrar.
Hoje o Nuno Gama tem, na Moda Lisboa, um modelo PERFEITO.
... não pela tua experiência em passereles.
... não pela tua vontade em fazer disto vida.
... não pelo teu entusiasmo em ser modelo profissional.
Mas, simplesmente, porque este momento é o reflexo positivo da tua determinação, da tua luta, da tua vontade, da tua energia.
Tenho um orgulho imenso!!!
Partilhar contigo o meu Mundo é um enorme prazer.
No outro dia passei por lá... e fotografei, de dia, o colchão que lhe deste.
Para saberes que há coisas muito pequeninas que fazem uma grande diferença na vida.
Gosto de ti!
escrito por Soph
Tenho um enorme orgulho em te ter redescoberto. Obrigado por este texto que continua a fazer-me sentir especial. Espero continuar a merecer todo este carinho por muitos anos. Obrigado por existires na minha Vida. Gosto muito de ti prima!
Hélio
Tenho um enorme orgulho em te ter redescoberto. Obrigado por este texto que continua a fazer-me sentir especial. Espero continuar a merecer todo este carinho por muitos anos. Obrigado por existires na minha Vida. Gosto muito de ti prima!
Hélio
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sofia Valente - O Exemplo
Nesta pequena reportagem consigo identificar na perfeição o teu preceito, o teu compromisso de vida. Mesmo sem seres mãe passas valores únicos aos teus "filhos" , mesmo sem seres fogo passas calor e luz aos que visitas à noite, mesmo sem seres uma casa consegues ser o "abrigo" de muitos, mesmo sendo pequena és tão grande que chegas ao outro lado do mundo e deixas a tua Marca, fazes história e plantas sorrisos.
As estrelas que vestias ontem são as que deixas cair ao passar por toda uma população carenciada.Quantas e quantas pessoas nascem, vivem e morrem e a única História que fizeram foi a delas mesmo, num núcleo fechado?! A tua História já é enorme e conta-se também pela dos Outros porque tu fazes parte e relanças novos capítulos na vida deles. Parabéns!
Repito o que te escrevi em 2010:
"No dia em que eles pensarem em mudar de vida nós estamos cá"...Difícil é encontrar pessoas que vêm o fracasso como um passo para o Sucesso. Fácil é encontrar quem quer ver os outros mais para baixo com o seu egoísmo e aí se sentirem superiores sem subir. Parabéns pela entrega, parabéns pela saúde diária que lhes transmites, parabéns pelo exemplo, parabéns pela mensagem que dás aqueles que não sabem o que os espera se continuarem a ver a vida passar sem assumirem um compromisso com eles mesmo! Parabéns pelo serviço que prestas a todos nós que achamos maravilhoso o que fazes mas que muitas vezes preferimos o calor da sala ao frio das ruas. Porém, acredito que chegues com o coração mais quente que muitas salas com lareira.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Pequenos prazeres de "nada" que valem tudo na hora de acordar um interior
" E tenho saudades do mar. Do mar,do cheiro,do toque, da água, da transparência, da cor, do avassalador, do desmesurado, do sal, do vento, do movimento, do vazio, do cheiro, da quietude, da areia, do silêncio embrulhado no barulho, de tudo.
E meto-me no carro e vou ter com ele. A viagem é pouco mais que curta e agrada-me. Gosto de ir sozinha, de não ter que emitir sons que se transformem obrigatoriamente em palavras, gosto da música, porque a escolho, gosto do verde da paisagem, da textura do caminho, gosto da sensação de estar cada vez mais perto, Gosto do mar principalmente durante o Inverno, todo aquele quadro parece que está só à minha espera para se sentir completo. Gosto, e como, devoro com necessidade e gosto. Sentada, sinto a areia, sinto a sua água, sinto um grio que me gela a espinha e faz a simbiose acontecer. Perco o olhar no horizonte, na linha do horizonte, a linha imaginária à altura dos olhos que separa a parte superior da parte inferior da visão, perfeita quando o céu toca no mar, porque qualquer que seja a altura em que se observa o horizonte está sempre na altura dos olhos do observador. Sou o observador. Sinto o vento com violencia na alma, como se no sótão do insconsciente estivessem estendidas cordas e cordas de roupa, hotel memória, que aquele ar salgado seca a uma só passagem, deixando cheiro e sabor a maresia. Sinto o som das gaivotas a fazer poesia, e o resto do mundo a envolver tudo com o seu bater estranho compasso.
Depois cai a noite e eu caio em mim, tudo muito devagar, depois de eu ter ficado esquecida ali por várias horas. Não me perguntem em que penso, porque não sei. Talvez a magia resida exactamente nisso, não pensar, apenas sentir, sentir-me parte, sentir gratidão por existir, sentir que as coisas até conseguem fazer sentido, uma onda depois de outra onda, depois de outra onda, apenas sentir. Esquecer as palavras, as minhas e as dos outros, apenas sentir-me, palpar-me, encontrar-me, ou mesmo perder-me ainda mais...Às vezes estou tão à toa que não passo de um rio à procura de um lugar para desaguar. Para desaguar a tristeza, e melancolia e a solidão, que meto dentro de uma garrafa, fecho cuidadosamente, atiro para longe e espero que vagueie à deriva em alto mar, sem nunca chegar à palma de uma mão, pois prefiro que ninguém saiba que uma vez por outra me sinto tão vazia como o vazio daquela garrafa.
Mas, se alguém alguma vez encontrar uma das minhas garrafas, peixe de vidro que consegue respirar fora de água, depois de caír no vazio, encontra um sorriso que apenas tenta dizer que por instantes estive mais leve ou quase feliz. Mas primeiro, primeiro tem de caír no fundo do mar, tem de voltar a sentir uma vontade inabalavel de respirar outra vez"
Excerto do Livro - A Solidão dos Inconstantes - Raquel Serejo Martins
Já o li há uns tempos e Adorei este livro, identifico-me em muitas coisas que nele me fazem mergulhar dentro de Mim e ficar feliz por ter chegado a esta vontade inabalavel de "respirar" outra vez.
sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Nós como Marca
Cada um de nós é uma Marca S.A, cada um escolhe como se quer diferenciar num mundo cada vez mais competitivo. As grandes Marcas destacam-se da produção em série sem a inovação, diferenciação, investimento na imagem que transmite, no intelecto e na ligação que estabelece com o "consumidor" final. Cada um escolhe se quer ser uma Marca S.A ou um produto de linha branca.
P.N. Hélio Antunes
P.N. Hélio Antunes
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Fernando Pessoa sempre actual
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935).
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos
Fernado Pessoa
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos
Fernado Pessoa
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A aprendizagem não é um destino mas sim um caminho
Qual é o Livro que estás a ler? Alguém me disse que apenas um terço dos adultos lêem um livro completo depois da sua última graduação! Porque é que isso acontece? Porque vêem a educação como um período de vida, não uma forma de vida.
Hoje ouvi uma reportagem sobre pessoas inscritas no Centro de Emprego, até que entrevistaram um que disse esta coisa “brilhante” acerca de terem que receber formação para alargarem o seu leque de aprendizagem e consequente leque de escolha junto das entidades empregadoras..." Eu tenho quase 50 anos agora é que vou estudar? Nem pensar! Com este comentário se ouve o eco do vale onde reside a maior parte da população portuguesa, o vale da mediocridade, vale do absurdo! O país tem um défice muito grande mas de mentalidade que infelizmente se torna num ciclo vicioso que não nos deixa gritar ao mundo que somos um povo capaz, um povo forte, um povo que desde sempre enfrentou lutas e triunfou. Mas o que em tempos foi ganho com "força de braços", hoje tem que ser ganho com inteligência, perseverança e acima de tudo força mental para mudar os que vivem no tal vale e daí não querem sair. Cada estágio da vida apresenta lições a serem aprendidas. Podemos escolher ser predispostos ao ensino e continuar a aprendê-las, ou podemos ter a mente fechada e deixar de crescer. A decisão é nossa.
Caminhamos para um mundo em que, tal como um mestre Amigo meu diz, ou nos actualizamos ou morremos. Mais uma vez a decisão é nossa! Porém e acima de tudo temos que ser felizes no que fazemos. A introspecção constante de onde estamos, para onde vamos e como vamos é obrigatória porque a vida tem o seu rumo sempre certo, a sua linha, o seu percurso...nós é que a mudamos e mutamos...Tenho vindo a aprender a fazer a decoração dela, a montar-me nos carris e segui-la colhendo flores pelo caminho, cheirando, picando-me nas silvas, apreciando a paisagem, levando com o vento na cara e...chuva? Molho-me e aprecio porque estou a aprender a ganhar defesas como se de um guarda-chuva da mente se tratasse...aprendo que este comboio leva muita aprendizagem dentro e fora e aí é que tenho me sentindo um aprendiz e feliz por isso. É tão bom aprendermos sobre carris e não nos limitarmos a estar na estação a ver a vida a passar levando consigo as memórias, o passado que queima como se carvão se tratasse para um comboio a vapor!! Deixo queimar o que me fez infeliz, separo, acarinho, limpo, mimo, amo, perdoo o que me fez pendurar no comboio e seguir de peito aberto sem medo de nada...E...o que mais quero é sorrir.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Quanto melhor for, Maior será o seu valor Hoje!
“Se plantasse árvores de fruta e de nozes e amêndoas no seu quintal, quanto tempo acha que teria que esperar até à primeira colheita? Ficaria surpreendido por saber que tinha que esperar anos - 3 a 7 anos para colher furta e 5 a 15 para colher nozes e amêndoas? Se quiser que uma árvore seja produtiva, primeiro tem que a deixar crescer.
Quanto maior for o crescimento da árvore e quanto mais fortes forem as raízes que a sustêm, mais pode produzir.
Quanto mais produzir, maior será o seu valor.
As pessoas não são diferentes. Quanto mais crescerem, mais valiosas são, porque podem produzir mais. De facto, diz-se que enquanto está viva, uma árvore continua a crescer. Como eu gostaria de viver para que o mesmo fosse dito a meu respeito - " ele continuou a crescer até ao dia em que morreu".
Gosto muito desta citação de Elbert Hubbard: " SE O QUE FEZ ONTEM AINDA LHE PARECER GRANDE, HOJE NÃO FEZ MUITO". Se olhar para feitos passados e estes não lhe parecerem pequenos, então não cresceu muito desde que os alcançou. Se olhar para um trabalho que realizou há anos e não pensar que agora conseguiria fazer melhor, então não está a aperfeiçoar essa área da sua vida.
Se não estiver a crescer de forma contínua, então provavelmente está a prejudicar a sua capacidade de liderança…”O que distingue os lideres dos seguidores é a capacidade para desenvolverem e aperfeiçoarem as suas habilidades”. Se não está a avançar como aprendiz, então está a recuar como líder.”
Jonh C. Maxwell
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Nada substitui a persistência
Pouco haverá a escrever depois de se ver este video. Apenas poderemos pensar que...
Há que seguir em frente.Nada substitui a persistência.
O talento não o fará, porque o mundo está repleto de pessoas com talento,mas sem sucesso. O génio não o fará, pois é certo e sabido que os génios raramento são recompensados. A instrução,por si só, não o fará uma vez que o mundo está cheio de falhados com estudos. Apenas a persistência e a determinação são omnipotentes.
Calvin Coolidge(1872-1933)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
"Não esperar" - Walt Disney
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| Walt Disney |
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, importa-me simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de ‘Amigo’.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, ‘o amor é uma filosofia de vida’.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar…
Agora simplesmente durmo para sonhar.
Texto magnífico de Walt Disney.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula
Fantasias...Quem não as tem?!
Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula
por daniel oliveira
Um episódio está a aquecer o Parlamento. Nada tem a ver com os deputados. A semana passada um colaborador do grupo parlamentar do PSD foi apanhado em flagrante delito, às sete da manhã, em pleno acto com uma amiga que não trabalha na Assembleia. A coisa pode parecer apenas interessante contada assim. Mas é muito mais do que isso. O acto aconteceu na sala do plenário. Infelizmente, a interrupção não terá permitido ao arrojado casal levar a fantasia até ao fim. Há sempre um empata.
Antes que a coisa saia na imprensa e comecem as condenações morais, quero deixar clara a minha admiração pelos pecadores. Porque respeito quem faz tudo para cumprir uma fantasia. Porque deram um contributo para a dessacralização do poder, aproximando assim aquele órgão de soberania das verdadeiras preocupações dos cidadãos. E porque, por uma vez, aconteceu qualquer coisa realmente interessante naquela sala (infelizmente não consegui saber qual foi a bancada escolhida). Só lamento que, como de costume, quando realmente alguma coisa de construtiva começa ali a ser feita, seja deixada a meio. O meu abraço aos dois. Próxima aventura: Palácio de Belém?
Parabéns ao intrépido casal porque:
a) Por uma vez que seja, a AR foi verdadeira e matematicamente paritária;
b) Demonstrou cabalmente que neste País a política é fodida. E que de deputado a de putedo pode ir, literalmente, um pintelho, pese embora não ter sido esse aparentemente o elenco desta (des)feita;
c) Às sete da matina já exibiam um ritmo e um grau de actividade que os mais dos deputados habitualmente nem às sete da tarde atingem;
d) Demonstraram que poder é bom enquanto dura, mas há que saber sair de cima quando o tempo de outrem sobrevém ao nosso;
e) Depois de lhes reprovarem o acto na generalidade, tiveram a decência e o bom-senso de passar à especialidade em sede mais recatada;
f) Forneceram o exemplo acabado de como, em Democracia, quaisquer coitados podem aceder sem restrições ao órgão máximo da representação popular (Coito dos Santos novamente na Educação, já!);
g) Demonstraram ainda, para gáudio de uns e vexame de outros, que naquela vetusta sala continua a haver quem use mudar de posição conforme as conveniências do momento.
Tenho dito.
Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula
por daniel oliveira
Um episódio está a aquecer o Parlamento. Nada tem a ver com os deputados. A semana passada um colaborador do grupo parlamentar do PSD foi apanhado em flagrante delito, às sete da manhã, em pleno acto com uma amiga que não trabalha na Assembleia. A coisa pode parecer apenas interessante contada assim. Mas é muito mais do que isso. O acto aconteceu na sala do plenário. Infelizmente, a interrupção não terá permitido ao arrojado casal levar a fantasia até ao fim. Há sempre um empata.
Antes que a coisa saia na imprensa e comecem as condenações morais, quero deixar clara a minha admiração pelos pecadores. Porque respeito quem faz tudo para cumprir uma fantasia. Porque deram um contributo para a dessacralização do poder, aproximando assim aquele órgão de soberania das verdadeiras preocupações dos cidadãos. E porque, por uma vez, aconteceu qualquer coisa realmente interessante naquela sala (infelizmente não consegui saber qual foi a bancada escolhida). Só lamento que, como de costume, quando realmente alguma coisa de construtiva começa ali a ser feita, seja deixada a meio. O meu abraço aos dois. Próxima aventura: Palácio de Belém?
Parabéns ao intrépido casal porque:
a) Por uma vez que seja, a AR foi verdadeira e matematicamente paritária;
b) Demonstrou cabalmente que neste País a política é fodida. E que de deputado a de putedo pode ir, literalmente, um pintelho, pese embora não ter sido esse aparentemente o elenco desta (des)feita;
c) Às sete da matina já exibiam um ritmo e um grau de actividade que os mais dos deputados habitualmente nem às sete da tarde atingem;
d) Demonstraram que poder é bom enquanto dura, mas há que saber sair de cima quando o tempo de outrem sobrevém ao nosso;
e) Depois de lhes reprovarem o acto na generalidade, tiveram a decência e o bom-senso de passar à especialidade em sede mais recatada;
f) Forneceram o exemplo acabado de como, em Democracia, quaisquer coitados podem aceder sem restrições ao órgão máximo da representação popular (Coito dos Santos novamente na Educação, já!);
g) Demonstraram ainda, para gáudio de uns e vexame de outros, que naquela vetusta sala continua a haver quem use mudar de posição conforme as conveniências do momento.
Tenho dito.
A Obesidade Mental – Andrew Oitke

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor,
«a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado “Os Abutres”, afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»
Por: João César das Neves – 26 de Fevereiro 2010
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